Kjetil Bang-Hansen (Oslo, 16 de maio de 1940) é um ator, bailarino, produtor teatral e diretor de teatro norueguês.

Primeiros anos e vida pessoal Bang-Hansen nasceu em Oslo, filho do escritor Odd Bang-Hansen e da médica Elise Aas. Casou-se com a bailarina e coreógrafa Inger Johanne Rütter em 1967. É irmão do produtor e crítico de cinema Pål Bang-Hansen.

Carreira Após o exame artium, Bang-Hansen estudou na Academia Nacional de Teatro da Noruega entre 1959 e 1962, e posteriormente na Universidade de Oslo e em teatros de Estocolmo e Londres. Estreou como ator no Teatro de Televisão da Corporação Norueguesa de Radiodifusão em 1961. Trabalhou como ator e bailarino no teatro de revista Edderkoppen entre 1962 e 1963, e no Oslo Nye Teater de 1963 a 1966. Seu debut como diretor foi uma adaptação de Two for the Seesaw, de William Gibson, no Trøndelag Teater em 1967. Mais tarde, nesse mesmo ano, também encenou adaptações de The Dumb Waiter (Kjøkkenheisen), de Harold Pinter, e A Cantora Careca (Den skallede sangerinnen), de Eugène Ionesco. Entre suas outras produções estão Espectros (Gengangere), Brand e Um Inimigo do Povo (En folkefiende), de Henrik Ibsen, Romeu e Julieta, de William Shakespeare, e Maria Q, de Cecilie Løveid. Bang-Hansen fez parte do grupo que estabeleceu o teatro regional de Møre og Romsdal, Teatret Vårt, em 1972. Nesse teatro, dirigiu uma adaptação de A Comédia dos Erros, de William Shakespeare, em 1972; Ordet, de Kaj Munk, em 1973; e Kongsemnerne, de Henrik Ibsen, em 1974. Foi diretor da Academia Nacional de Teatro da Noruega de 1973 a 1976 e diretor do Rogaland Teater, em Stavanger, de 1976 a 1982. Durante seu período no Rogaland Teater, o teatro tornou-se um dos mais importantes da Noruega. Sua adaptação da peça em verso Peer Gynt, de Henrik Ibsen, recebeu muitos elogios e também foi apresentada no Festival Internacional de Teatro de Belgrado, o que lhe trouxe reconhecimento internacional. No Rogaland Teater, também dirigiu uma adaptação teatral da obra A História de um Cavalo, de Lev Tolstói. Foi diretor do Den Nationale Scene, em Bergen, de 1982 a 1986, onde uma de suas produções mais importantes foi uma adaptação das Tragédias Tebanas, de Sófocles. Foi diretor do Teatro Nacional de Oslo de 1986 a 1987, quando teve de renunciar devido a dificuldades financeiras. Foi diretor do Oslo Nye Teater de 1998 a 2001. Uma seleção de seus escritos sobre teatro foi publicada no livro Trommer og sang (1987). Em 1983, foi agraciado com o Prêmio Fritt Ord. Recebeu o Prêmio da Crítica Teatral da Noruega em 1999/2000 e o Prêmio Hedda em 2003. É membro da Academia Norueguesa de Língua e Literatura.

Referências