Milena Teixeira

Aliados dizem que posicionamento sobre crimes hediondos evitou armadilhas da oposição, embora o tema provoque divergências no PT

Milena Teixeira

16/10/2026 06:00, atualizado 16/10/2026 06:07

Ricardo Stuckert/PR

Aliados do presidente Lula avaliam que o posicionamento do petista a favor da redução da maioridade penal para crimes hediondos, durante a sabatina do Jornal Nacional, foi necessário para evitar possíveis armadilhas da campanha do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Embora o PT não tenha fechado questão sobre o tema, a avaliação desse grupo é que o petista precisava deixar clara sua posição diante de um assunto sensível para a segurança pública.

4 imagens

1 de 4

Presidente Lula durante sabatina no Jornal Nacional
Reprodução/TV Globo
2 de 4
Reprodução/TV Globo
3 de 4
Presidente Lula durante sabatina no Jornal Nacional
Reprodução/ TV Globo
4 de 4
Presidente Lula durante sabatina no Jornal Nacional
Reprodução/TV Globo
Na noite de quinta-feira (15), durante a entrevista à TV Globo, o presidente declarou: “Enquanto cidadão brasileiro, [sobre] todo e qualquer crime hediondo, eu sou favorável a diminuir maioridade para crimes hediondos”.
Para esses aliados, a resposta foi um dos pontos altos da sabatina, pois permitiu a Lula conduzir a discussão e evitar que o tema continuasse aberto à exploração política da oposição. Na avaliação deles, caso não se posicionasse, o presidente poderia se tornar alvo de cortes da entrevista usados por adversários para reforçar o discurso de que a esquerda evita se comprometer com pautas relacionadas à segurança pública.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
A discussão do tema ganhou fôlego quint, depois que o senador Camilo Santana (PT-CE), um dos coordenadores da campanha de Lula, e outros articuladores do governo recolheram assinaturas para uma emenda à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública que prevê a redução da maioridade penal para crimes hediondos.
A iniciativa, no entanto, provocou divergências dentro do PT e do próprio governo. A falta de consenso contribuiu para o adiamento da votação da PEC, que segue sem nova data definida.
Outro aspecto destacado pelos aliados foi a postura de Lula durante a entrevista. Na avaliação desse grupo, o presidente demonstrou mais serenidade ao responder às perguntas e conseguiu apresentar com clareza as propostas do governo.


