São Paulo – A Câmara Municipal de Campos do Jordão, interior de São Paulo, foi alvo de uma invasão digital que resultou em um prejuízo de mais de R$ 1 milhão para os cofres públicos do município. Leia também São PauloUSP não vai divulgar público de atos de Flávio e Lula deste sábado. Entenda São PauloJovem é internado em coma após ser agredido em ato de esquerda em Santos São PauloPM prende suspeito de matar homem achado dentro de saco na zona oeste de SP São PauloMotorista embriagado atropela crianças em manifestação no litoral de SP Segundo o boletim de ocorrência do caso, ao qual o Metrópoles teve acesso, a conta corrente da Câmara foi invadida na noite de 22 de outubro e nove transferências foram feitas de maneira consecutivas, retirando um total de R$ 1.087.253,09 do banco.Em busca de evitar suspeitas, os criminosos usaram a justificativa de que as transferências estavam sendo feitas como parte da “folha de pagamento” da Câmara. A estratégia funcionou temporariamente, já que a fraude só veio à tona na manhã seguinte, no dia 23 de outubro.O Metrópoles entrou em contato com a Prefeitura de Campos do Jordão e com a Câmara Municipal da cidade, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto. Descoberta do estelionatoO próprio gerente da conta foi quem alertou a Câmara no dia seguinte sobre as transações fraudulentas, solicitando que a instituição emitisse e enviasse um termo formal declarando ciência do golpe, procedimento que foi realizado pelos servidores.De acordo com o boletim, autoridades do município foram à delegacia e relataram que as transações ocorreram em período noturno, com “valores atípicos e vultosos”, e contestaram que a conta deveria ter sido bloqueada de maneira preventiva logo na primeira movimentação suspeita, o que não ocorreu.A ocorrência foi formalizada como “estelionato contra a administração pública de autoria desconhecida”.A Câmara forneceu o extrato bancário detalhando as transações fraudulentas à Polícia Civil, que abriu um inquérito para investigar o caso. A identidade dos criminosos ainda não foi identificada.








