Alimentação

De VivaBem, em São Paulo

22/10/2026 05h30

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Imagem: iStock

Um estudo do Centro Alemão de Doenças Neurodegenerativas (DZNE), publicado na revista Nature Communications em agosto deste ano, associa a adesão a dez dietas saudáveis a um envelhecimento biológico mais lento.

O que você precisa saber

Pesquisadores avaliaram padrões alimentares como as dietas mediterrânea, nórdica, baseada em vegetais e DASH, criada para ajudar a reduzir a pressão arterial. Quanto maior a adesão dos participantes a cada um dos dez padrões analisados, mais lento foi o envelhecimento biológico medido no estudo.

Estes foram os 10 padrões alimentares analisados no estudo:

- 1. Dieta Mediterrânea (MDS): Focada em gorduras boas (como azeite de oliva), vegetais, peixes e grãos integrais, com pouca carne vermelha.
- 2. Dieta DASH: Criada para controlar a pressão arterial, prioriza vegetais, grãos integrais e laticínios magros, reduzindo drasticamente o sal.
- 3. Dieta MIND: Uma mistura da Mediterrânea com a DASH desenvolvida especificamente para proteger o cérebro e evitar a perda de memória.
- 4. Dieta Saudável Alternativa (AHEI): Padrão que foca na prevenção de doenças crônicas, punindo o consumo de embutidos e refrigerantes.
- 5. Dieta Nórdica: Semelhante à Mediterrânea, mas adaptada ao norte da Europa, usando óleo de canola, peixes gordos (como salmão) e aveia.
- 6. Dieta EAT-Lancet: Modelo sustentável focado na "saúde do planeta", priorizando vegetais e limitando ao máximo carnes e laticínios.
- 7. Dieta Vegetal Geral (PDI): Avalia apenas a proporção de alimentos de origem vegetal consumidos na rotina.
- 8. Dieta Vegetal Saudável (hPDI): Pontua o consumo de vegetais de alta qualidade, como frutas frescas, nozes e grãos integrais.
- 9. Dieta Vegetal Ultraprocessada (uPDI): Padrão baseado em plantas, mas composto por alimentos ruins e refinados, como batata frita, doces e refrigerantes.
- 10. Dieta Inflamatória (DII): Mede o potencial de a alimentação causar inflamações no corpo ou, ao contrário, combatê-las por meio de antioxidantes.
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Resultados não apontam uma única dieta como a melhor para envelhecer com mais saúde. "Provavelmente não há uma única dieta 'correta'", afirma Monique Breteler, diretora de Ciências da Saúde Populacional do DZNE e chefe do Estudo de Rhineland.
Pessoas classificadas como saudáveis por um padrão alimentar muitas vezes não atendiam aos critérios de outros. Juliana Tavares, autora principal da pesquisa, diz que quase ninguém se enquadrava como pessoa que se alimentava de forma saudável em todos os critérios ao mesmo tempo.
Como os pesquisadores mediram a idade biológica
Análise reuniu informações sobre alimentação e amostras de sangue de cerca de 7.500 homens e mulheres. A etapa inicial incluiu 6.470 participantes do Estudo de Rhineland, em Bonn, e os resultados foram testados em outros 1.034 participantes do estudo EPIC-Potsdam.
Grupo estimou a idade biológica por alterações químicas no DNA, chamadas metilação do DNA. Essas alterações ajudam a regular a atividade dos genes e permitem avaliar como o organismo envelhece em nível molecular, além da idade cronológica.
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Três métodos conhecidos como relógios epigenéticos foram usados para analisar essas alterações. Tavares afirma que a tecnologia empregada examinou cerca de 850 mil pontos do DNA, aproximadamente o dobro da cobertura da maioria dos estudos anteriores.
Tabagismo e processos ligados ao envelhecimento
Associação entre alimentação mais saudável e envelhecimento mais lento foi maior entre fumantes do que entre não fumantes. Os pesquisadores ainda não identificaram o processo biológico que explica a diferença e ressaltam que o resultado não reduz os danos conhecidos do tabaco à saúde.
Mais de 70% das vias biológicas afetadas apareceram nos dez padrões alimentares analisados. Elas envolvem estrutura celular, comunicação entre células e metabolismo, processos relacionados ao envelhecimento e a doenças crônicas.
Algumas associações variaram conforme o objetivo de cada dieta. A DASH se ligou a vias relacionadas à saúde do coração, enquanto a MIND, voltada à saúde cerebral, mostrou relação com vias ligadas à memória e à cognição.
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